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domingo, 17 de julho de 2022

Em seis meses, setor de energia solar passará a contar com taxação progressiva


A partir de 7 de janeiro de 2023, quem instalar painéis fotovoltaicos irá pagar uma taxa sobre o custeio da rede elétrica

Programado para entrar em nova etapa no dia 7 de janeiro de 2023, o marco legal da energia própria irá mudar as regras para quem produz energia solar em casa. Atualmente, quem possui sistemas fotovoltaicos instalados em residências ou espaços comerciais conta com isenção até 2045 da cobrança de taxas referentes ao uso de sistemas de distribuição para micro e minigeradores de energia.

Ou seja, durante os próximos seis meses, quem realizar a adesão de um sistema fotovoltaico irá manter os benefícios concedidos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O período de transição foi estabelecido pela lei 14.300/22, sancionada neste ano. A partir de 7 de janeiro do ano que vem, os novos consumidores irão pagar uma taxa gradativa durante os primeiros anos de uso, referente ao custeio da rede elétrica. A porcentagem inicial é de 4,1% em relação à energia produzida, subindo até 24,3% em 2028.

De acordo com Thyenna Karen, CMO da MF Energy, a principal vantagem de um cliente ser homologado dentro dos próximos seis meses é a garantia, até 2045, de não receber nenhuma taxação. Dessa forma, o tempo de espera para o retorno financeiro esperado após a implantação de um sistema fotovoltaico será mais longo. “Hoje em dia, (esse tempo) é de três a quatro anos, até chegar no máximo a cinco. Ele vai aumentar para seis, sete, de acordo com a taxação”, explica.

No Ceará, a gestora explica que a demanda pela instalação de equipamentos está alta em setores residenciais, nos de comércio, em todos os segmentos, além das indústrias. Segundo dados da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), 76,6% dos consumidores de energia solar no Brasil são imóveis residenciais. O setor conta com mais de 1 milhão de clientes em nível nacional.

https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/negocios/em-seis-meses-setor-de-energia-solar-passara-a-contar-com-taxacao-progressiva-1.3252505



Holanda anuncia produção de 1º carro com placas solares do mundo




A empresa holandesa Lightyear anunciou que começará a fabricar, ainda em 2022, o primeiro carro de produção do mundo equipado com painéis solares – o Lightyear 0. Além disso, o veículo terá, capô e porta-malas que recarregam a bateria elétrica enquanto dirige ou enquanto estacionado.

O “zero” tem muito em comum com o protótipo Lightyear One que foi revelado há dois anos, mas o veículo é capaz de fazer mais com uma bateria menor, disse o CEO e cofundador da empresa, Lex Hoefsloot a imprensa. “O trem de força é o mais eficiente do mundo”, afirma, acrescentando que o formato aerodinâmico do carro e os motores nas quatro rodas permitem que uma bateria menor forneça a mesma autonomia.

– Inventaram um painel solar transparente que vai transformar janelas em geradores de energia

Segundo divulgação da Lightyear, o carro poderá dirigir mais de 600 quilômetros sem parar para recarregar e terá um alcance adicional de até setenta quilômetros por dia, a partir dos painéis solares. Para comparação, isso é um pouco mais do que um Tesla Model 3 e bem mais do que o Kia Niro Long Range.




Início das vendas na Europa está previsto para novembro

Cada hora que o carro estiver ao sol, adiciona até nove quilômetros de carga à bateria, de acordo com Lightyear. O alcance solar fornecerá uma alimentação adicional de quilômetros para viagens longas, mas também significa que você gastará menos tempo em pontos de carregamento – ou talvez nem precise deles.

– Painel solar portátil e flexível pode ser acoplado a mochila ou qualquer superfícieA empresa diz ainda que, em um país quente como Espanha ou Portugal, você não precisará ligar o carro por até sete meses. Em um clima mais nublado, como na Holanda, o carro precisaria ser carregado após dois meses – vale lembrar: por enquanto, só há previsão de lançamento do veículo na Europa, por isso os países citados na estimativa.


Holanda anuncia produção de 1º carro com placas solares do mundo (msn.com)

Situação e perspectivas da Energia Solar no Brasil



Apesar de contar com uma das matrizes energéticas mais renováveis do mundo, possuindo, aproximadamente, 83% de fontes renováveis para a produção de energia elétrica, o Brasil ainda encontra alguns desafios para alcançar as metas de utilização. No entanto, o número de sistemas fotovoltaicos instalados no território brasileiro tem crescido consideravelmente se considerarmos os custos de aquisição, que ainda são altos devido à falta de incentivos por parte do governo.

Pensando nisso, é necessário que o país invista cada vez mais na oferta de incentivos, linhas de crédito e financiamento, a fim de estimular a diminuição dos preços da tecnologia alternativa e contribuir para a geração de energia que não afete o meio ambiente.

Pode-se observar, ainda, que o Brasil possui uma vantagem por conta do extenso potencial energético a partir da energia solar, tendo em vista que os níveis de incidência solar são superiores aos de países que desenvolvem projetos fotovoltaicos com mais frequência, como Alemanha, França e Espanha. Portanto, a geração de energia fotovoltaica precisa ser amplamente explorada no país, já que possui os estímulos fundamentais para isso.

Além disso, estima-se que, em 2024, o território brasileiro contará com aproximadamente 887 mil sistemas de energia solar conectados à rede, estabelecendo uma maior economia em relação às distribuidoras convencionais, além da manutenção e preservação ambiental do país.

Vantagens na utilização da Energia SolarA energia solar é totalmente renovável.
A energia solar é infinita.
Não faz barulho.
Não polui.
Manutenção mínima.
Baixo custo considerando a vida útil de um sistema fotovoltaico
Fácil de instalar.
Pode ser usado em áreas remotas onde não existe energia.Casas que possuem energia solar fotovoltaica instalada podem gerar a sua própria energia renovável e assim praticamente se livrar da sua conta de luz para sempre.
Sistemas fotovoltaicos valorizam a propriedade.
Quanto mais energia solar instalada no Brasil menor é a necessidade de utilizarmos as usinas termoelétricas que são caras e, menor a inflação na conta de luz.
A indústria de energia solar no Brasil gera milhares de empregos todos os anos.

Benefícios ambientais da produção de energia solar no BrasilA energia solar traz diversos benefícios ambientais para o Brasil. Se uma boa parte da população instalar energia solar nas casas e empresas, não seria mais necessário inundar áreas imensas da floresta amazônica para construir usinas hidrelétricas absurdas como a Belo Monte.
Uma usina solar de 100MWp gera energia para 20.000 casas e evita a emissão de 175.000 toneladas de CO2 por ano.

Desvantagens da Energia Solar no BrasilNão pode ser usada durante a noite.
Para armazenar a energia solar é necessário o uso de baterias o que pode encarecer o custo do sistema fotovoltaico como um todo.

Exemplos da energia solar no Brasil

A energia solar no Brasil é amplamente utilizada em residência, estabelecimentos comerciais, indústrias, no agronegócio e até mesmo em usinas solares. Assim, a geração de energia solar pode ser aproveitada para o aquecimento de água a partir do calor produzido, além de gerar eletricidade fotovoltaica, sendo distribuída ou centralizada.

Desta forma, ainda podemos dizer que a energia solar possui grande utilidade em refrigeração, processos industriais e domésticos, além da geração de empregos e preservação do meio ambiente. Por isso, o incentivo governamental à nova tecnologia é fundamental para que a solução torne-se cada vez mais acessível aos consumidores, prezando pela economia e sustentabilidade.

Em meio a tantos benefícios que a energia solar traz com seu consumo, também podemos destacar que se trata de uma energia inesgotável, ou seja, é a opção mais viável para que seus filhos e netos possam aproveitá-la no futuro. Além disso, a instalação de seu sistema para a geração de energia é feita de modo simples e possui mínima manu

O agrotech e as novas formas de energia



A transição energética para uma matriz mais verde é um dos grandes desafios econômicos de energia deste século. A guerra da Ucrânia acelerou essa discussão, pois a União Europeia viu que sua extrema dependência do gás russo (em alguns países, como a Alemanha, esse número chega a 40%) não era mais viável dada as consequências do conflito.

Apesar de todos os seus problemas, o Brasil caminha bem nessa área. Segundo dados de 2021 da Empresa de Pesquisa Energética, as fontes renováveis da matriz energética brasileira são biomassa de cana (19,1%), hidráulica (12,6%), lenha e carvão vegetal (8,9%) e outras renováveis (7,7%). Já as não renováveis são petróleo e derivados (33,1%), gás natural (11,8%), carvão mineral (4,9%), urânio (1,3%) e outras (0,6%).

A matriz elétrica é bem mais limpa, com 83% da energia vinda de fontes renováveis. Nesse caso, as hidrelétricas se destacam com 65%, seguidas por biomassa (9%) e eólica (quase 9%). A energia solar aparece com 1,7%.

No ano passado, o Brasil entrou para o grupo dos 15 países com mais capacidade instalada para produção de energia solar. Fábio Carrara, CEO da SolFácil, plataforma digital para investimentos em energia solar, falou que neste ano o Brasil vai ficar em segundo lugar nesse mercado, atrás apenas da China.

"A energia solar não é cara. Provavelmente é o melhor investimento que pode ser feito. O problema é que as pessoas estão sem dinheiro", diz o executivo.
Investimento e economia

Hoje, o preço médio de um equipamento de energia solar para uma casa varia de R$ 15 mil a R$ 50 mil.

Para se ter uma ideia, a placa fotovoltaica, aquela que fica no telhado, pode durar até 30 anos. Já o inversor, equipamento que converte a a energia gerada pelos painéis solares em corrente contínua em corrente alternada, talvez precise ser trocada após 15 ou 20 anos.

O uso da energia solar pode trazer uma economia de até 95% na conta de luz, segundo estimativas. Para se ter um retorno do investimento feito, calcula-se algo em torno de 5 anos, dependendo da incidência de sol na região, segundo Carrara.